segunda-feira, 5 de abril de 2010

Como ser feliz ganhado pouco. Mas ganhando sempre!



Um passo de cada vez e todos na mesma direção. De preferência, com todos dando todos seus passos na mesma direção. Talvez esse seja o caminho mais fácil para se alcançar, com certa segurança, algum objetivo. Mas já dizia Oscar Niemeyer que “se a distância mais curta entre dois pontos é uma linha reta, a mais elegante é uma linha curva”. E dessa linha curva, outras podem surgir. Curvas ou não. Tranquilas ou não. Quem sabe?

O fato é que nós aqui da Bigorna Produções – que vos fala – estamos em constante ascensão e pretendemos assim ficar.

Sábado último, dia 27 de março, foi um exemplo disso. Organizamos uma festa para unir três bandas que jamais haviam tocado juntas na mesma noite: O Bando do Velho Jack, Dimitri Pellz e Jennifer Magnética. Uma banda clássica e inconteste de nossa cena local e duas bandas bigornescas, se firmando cada dia mais. Uma banda com um público fiel e crescente e outras duas também. Uma banda que sempre representou nosso estado em festivais Brasil a fora (sempre discordei desse termo, acho que o correto deveria ser “Brasil a dentro”) e outras duas que também, ainda que inicialmente e pari passu à aceitação da nova cara da música brasileira. To falando de rock, ok?

Enfim, nossa linha curva é essa acima descrita. Sabem, não adianta pegar sua banda e ir tocar lá naquele – é, me refiro àquele mesmo – bar famosinho daquela capital notória, sem antes dividir palco com os seus, sem desbravar as possibilidades de tornar a cena local mais diversificada e com uma gama e mescla maior de bandas tocando juntas, sendo parceiras e fazendo grandes eventos. Nossa linha curva primeiro atinge todo o nosso perímetro cultural local, mas sem deixar de almejar aquele ponto lá na frente, que virá naturalmente, ao passo do que se entrega a banda a tal.

Como foram os shows do dia 27? Ótimos, obrigado!


(Jean, guitarrista da Jennifer Magnética)

Jennifer Magnética, que neste ano lança seu segundo trabalho de estúdio “O Verdadeiro Underground”, abriu a noite com seu repertório incrível de músicas d’ao longo de sua carreira, algumas versões de clássicos mundiais (a performance de Aqualung, da Jethro Tull foi revigorante) e de sucessos indies, além de uma palhinha de seu novo álbum, com a música “Malditos Cromossomos”. Aprenda a letra comigo:

“Malditos neo-darwinista, vocês mexeram com minha fé (8x) /

Malditos Cromossomos (8x)”

Achou pouco? Ok, você ainda não os ouviu ao vivo, te perdoo.


(O Bando do Velho Jack)

O Bando do Velho Jack veio sem seguida. Mas sem o baterista Bosco, substituído por Erik do Bêbados Habilidosos por esta noite. A bateria também teve Adriel ao seu comando por uma faixa. Enfim, fizeram um puta show, cheio de energia e rock n roll. Tem gente que acha que “Trem do Pantanal” é deles, mas não é, ta pessoas? É apenas uma boa versão dela.


(Dimitri Pellz)

Pelo fio da noite, assim, na calada da espreita e da espera, todo mundo foi chegando mais perto do palco. Dimitri Pellz se aprumava para mais um show. Lindo e barulhento, como tem de ser! Levou os presentes a um bom estado de êxtase pós show, visto que a cada dia que passa, mais e mais pessoas enxergam a banda como a figura que de fato representam: o de banda que tem a missão – e o prazer de cumpri-la – de levar todo mundo a se sentir meio artista, meio fã agnóstico da banda e um tanto quanto despudorado à frente da mesma. Veio e ainda atacou de música nova. Não lembro os nomes agora, haha, mas houve!

Teve ainda a banquinha da Rubik’s Camisetas com mega promos que estarão em vigor nos próximos eventos além de banca de discos, que eu chamo carinhosamente de “Bigorna Store” e também O circo pegando fogo.

Tinha também mais coisa, não cabe a mim revelar. Desculpe. Se você não estava presente e quer descobrir, relaxa! Está convidado pro “Gobstopper Recebe”, dia 10 com as bandas Gobstopper, Haiwanna e James Banda. Tá? Se não ta, esteja!

Texto e fotos por Marcel Papel (baixista da banda Gobstopper)

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